Mídia kit de influenciador: como apresentar seu trabalho a marcas locais

Crie um mídia kit enxuto com posicionamento, audiência, métricas, cases e formatos para negociar com empresas de Lafaiete, Ouro Branco e Congonhas.
O mídia kit é a apresentação comercial do influenciador. Ele ajuda uma marca a entender quem você alcança, que conteúdo produz, quais formatos oferece e como entrar em contato. Um bom documento não depende de design extravagante nem de uma quantidade enorme de seguidores. Ele depende de clareza, dados atualizados e coerência entre promessa e entrega.
Para conquistar marcas de Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e Congonhas, o material deve mostrar relevância local de forma comprovável. Morar na região não significa automaticamente ter audiência regional; por isso, localização dos seguidores, desempenho dos conteúdos e exemplos de colaboração importam. Veja como montar um kit enxuto, adaptável e fácil de abrir no celular.
Comece por posicionamento e público
A primeira página deve trazer nome, foto atual, cidade-base, contato e uma frase de posicionamento. Evite “criador de conteúdo de tudo um pouco”. Uma descrição como “gastronomia acessível e passeios no Alto Paraopeba” ou “beleza, rotina e comércio local para mulheres da região” ajuda a marca a avaliar compatibilidade.
Explique os pilares editoriais em poucas linhas. Se você fala de restaurantes, turismo e eventos, mostre como cada tema aparece e com que frequência. Não crie um nicho apenas para fechar um job; a marca pode conferir o perfil e perceber a diferença.
Descreva a audiência com dados da plataforma: faixa etária, gênero quando disponível, principais cidades e horários ou dias de maior atividade. Informe o período da captura. Se a audiência local ainda é pequena, seja transparente e destaque a qualidade da produção, o conhecimento territorial e o potencial de UGC.
Escolha métricas que ajudam a decisão
Total de seguidores abre o contexto, mas não basta. Inclua médias ou medianas de alcance e visualizações em um período definido, além de interações relevantes. Para vídeo, retenção, tempo de exibição e conclusão podem indicar qualidade. Para campanhas de tráfego, cliques e uso de cupom ajudam quando o rastreamento foi combinado.
Não some visualizações de formatos diferentes sem explicar. Um Reel viral antigo não representa automaticamente o desempenho atual. Prefira uma janela recente e mostre variação quando necessário. Se houver pico fora da curva, apresente-o como case, não como média.
A Secom exige, em seu processo de cadastro de produtores de conteúdo para publicidade pública, mídia kit, tabela de preços, analytics atualizados e relatório das entregas dos últimos 30 dias. Essa exigência não se aplica como regra universal a toda parceria privada, mas oferece uma referência útil: marcas sérias precisam de material datado e verificável.
Use gráficos simples e números legíveis. Uma captura original pode acompanhar o documento, mas não exponha dados pessoais. Nunca altere print ou retire contexto para melhorar o resultado.
Mostre formatos, processo e limites
Liste serviços em vez de escrever apenas “faço parceria”. Exemplos: Reel publicado no perfil, sequência de Stories, carrossel, presença em evento, cobertura em tempo real, fotografia, vídeo UGC para o canal da empresa e pacote mensal. Para cada formato, explique resumidamente o que ele entrega.
Inclua seu processo: briefing, roteiro, aprovação, gravação, prazo, publicação e relatório. A marca percebe que existe trabalho por trás do conteúdo e entende onde precisa colaborar. Informe quantidade de rodadas de ajuste e que mudanças fora do briefing podem exigir novo orçamento.
Não é obrigatório publicar preços fixos no mídia kit. Se seus jobs variam muito, indique “proposta após briefing”. Quando oferece pacotes padronizados, uma faixa ou tabela pode agilizar, mas deve declarar o que não está incluído, como deslocamento, mídia paga, exclusividade e direitos de uso. Para aprofundar, consulte o artigo sobre quanto cobrar por publi no Instagram.
Use cases locais com contexto
Um case não precisa ser uma campanha nacional. Pode ser a divulgação de um prato, inauguração, evento, serviço ou passeio, desde que o resultado seja documentado. Organize cada exemplo em quatro partes: objetivo, entrega, período e resultado. Acrescente uma imagem autorizada e uma frase do cliente quando houver consentimento.
Resultados podem incluir alcance local, cliques, mensagens, reservas rastreadas, uso de cupom, salvamentos ou conteúdo reutilizado. Não atribua aumento geral de vendas ao influenciador sem rastreamento. Explique o que foi observado e quais fatores ficaram sob controle da empresa.
Se ainda não há parceria paga, crie cases próprios. Produza um roteiro sobre um espaço público, um evento aberto ou uma experiência comprada por você e marque como conteúdo espontâneo. Não use logotipo de empresa como “cliente” sem autorização. Um portfólio autoral bem executado demonstra capacidade sem criar relação inexistente.
O ângulo regional pode aparecer nas cidades atendidas, nos temas e nas rotas. Para conhecer possíveis parceiros, explore as empresas cadastradas no Guia e a agenda do Alto Paraopeba.
Design, formato e atualização
Faça o documento funcionar primeiro no celular. Use fonte legível, contraste, páginas curtas e links clicáveis. Um PDF entre poucas páginas ou uma página web resolve melhor que apresentação pesada. Nomeie o arquivo com seu nome e ano, e mantenha um endereço estável.
Crie uma versão principal e personalize a mensagem de envio. Uma pousada pode se interessar por turismo e audiência de fora; um restaurante, por moradores próximos; um evento, por cobertura e rapidez. Não altere os dados para agradar cada cliente — mude a seleção dos cases e a proposta.
Revise mensalmente links e contato. Atualize métricas em intervalo regular, identifique a data e remova cases fracos quando surgir trabalho melhor. Se o perfil muda de nicho, atualize posicionamento e público. Mídia kit antigo transmite desorganização.
Antes de enviar, peça a alguém de fora do seu perfil para testar o documento no celular. Essa pessoa encontra contato, entende seu nicho, identifica onde está a audiência e reconhece o próximo passo? Se alguma resposta demora, reorganize a ordem e corte elementos decorativos.
Também mantenha seu perfil na área de influenciadores do Guia Lafaiete. Uma presença regional verificável complementa o documento e facilita que empresas encontrem você.
Perguntas frequentes
Quantas páginas deve ter um mídia kit?
Não existe quantidade obrigatória. O suficiente é apresentar posicionamento, audiência, métricas, formatos, cases e contato sem repetição. Para a maioria dos criadores, um documento curto e escaneável funciona melhor.
Posso fazer mídia kit sem ter campanha anterior?
Sim. Use conteúdo autoral como portfólio, descreva formatos e apresente dados reais do perfil. Não transforme marca espontaneamente citada em cliente nem invente depoimentos.
Preciso colocar preço?
Não. Você pode enviar orçamento após o briefing. Caso inclua preços, especifique entrega, validade, direitos e extras, porque um mesmo formato pode ter usos diferentes.
Com que frequência devo atualizar?
Contato e links devem estar sempre corretos. Métricas podem ser atualizadas mensal ou trimestralmente conforme o ritmo do perfil, sempre com o período informado.
Fontes e referências
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